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Ida de servidores à terra indígena é barrada pela Funai, apontam documentos

Ida de servidores à terra indígena é barrada pela Funai, apontam documentos

29/11/2019 18h14
Por: ADMINISTRADOR
Fonte: *Redação Alagoas Alerta com G1
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A chefe de gabinete da presidência da Fundação Nacional do Índio (Funai), Glécia de Jesus Tolentino e Silva, afirmou, em despacho interno do órgão, que os servidores da Funai só farão visitas e atendimentos às Terras Indígenas (TI) que já tiverem sido homologadas e regularizadas.

De acordo com os dados da fundação, o território nacional tem 449 Terras Indígenas regularizadas e homologadas, 116 em fase de estudo – etapa em que são catalogadas informações antropológicas, históricas, fundiárias sobre a terra – e 118 em outros estágios de pré-demarcação.

A homologação e a regularização são as etapas finais para a demarcação da terra. A TI só é considerada efetivamente protegida após o aval do presidente da República.

“[...] Os deslocamentos propostos para terras indígenas serão autorizados apenas nos casos da terra encontrar-se homologada ou regularizada”, afirma a chefe de gabinete, em despacho interno da Funai, ao qual o blog teve acesso.

O documento era destinado à Coordenação Regional de Dourados (MS), impedindo viagem de um servidor para uma terra que ainda não está homologada e regularizada.

“Em atenção ao Memorando 93, de ordem do Sr. Presidente, informamos a impossibilidade de atendimento ao pleito, tendo em vista tratar-se de deslocamento realizado para T.I que atualmente encontra-se em fase de estudo”, diz o documento.

O blog procurou a Funai sobre o conteúdo do documento, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.

A determinação da chefe de gabinete gerou muita preocupação entre servidores do órgão por haver povos indígenas espalhados por diversos estados nos quais as terras ainda estão em processo de estudo para homologação e regularização.

Por conta disso, as etnias que habitam esses territórios, na avaliação dos servidores da Funai, ficarão sem atendimentos, se a proibição for confirmada como uma nova diretriz do órgão.

Ainda existem aproximadamente 500 pedidos feitos por lideranças indígenas em todo país para que suas terras entrem para o início da fila no processo para demarcação.

*Redação Alagoas Alerta com G1 

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